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Labrador Retriever

2 de Setembro de 2020

A raça Labrador, ou Labrador Retriever como é definida como padrão da raça, é originária da Groelândia, região também definida como New Found Land, localizada no Canadá. Através de décadas de seleção e cruzamentos, foi que deram origem a essa raça como a conhecemos nos dias atuais. Nos primórdios da raça, os labradores foram selecionados perante suas características como cães para auxílio na caça e principalmente na pesca, sendo animais fortes que podiam carregar cargas pesadas, arrastar botes, além de serem exímios nadadores e apresentarem uma pelagem que lhe conferisse vantagem em relação ao ambiente (pelagem curta para que não permanecesse muito tempo encharcada e extremamente densa, tornando-o dessa forma quase impermeável. FCI, 2011; Bezerra, 2017).

            Os Labradores são animais de temperamento dócil e gentil, inteligentes, obedientes, com desejo notório em servir e extremamente devoto aos seus donos. Não apresentam indícios de agressividade, embora sejam feitos cruzamentos inadequados em relação ao padrão da raça, originando animais com desvio temperamental ou físico. É uma das raças mais indicadas para criação por serem amáveis e pacientes com crianças e outros pets da casa. É um animal muito ágil e ativo, e, como exímio nadador, adora água. Devido as várias características amigáveis e positivas dessa raça, o labrador é conhecido como a raça mais conhecida do mundo e a mais amada das américas segundo o site de criadores American Kennel Club (2020).

            Essa raça é característica por sua pelagem curta e densa, geralmente sem ondulações e passando a impressão de ser um pêlo duro ao toque. Sua camada de pêlos mais interna (subpelo), é o que confere à esse animal grande resistência as intempéries, por ser muito densa, além da característica de ser impermeável. Outra característica marcante da raça Labrador são as cores de sua pelagem, que variam em 3 cores: preto, amarelo (que varia do creme claro à um amarelo-avermelhado) e o chocolate (que pode variar entre um chocolate mais claro ou mais escuro). Os genes que definem as cores chocolate e amarelo nessa raça são ambos genes recessivos, sendo a cor chocolate ainda mais recessiva que a amarela, o que ocasiona dessa forma, uma baixa prevalência de animais da cor chocolate em uma ninhada de novos cachorrinhos (FCI, 2011; Medina, 2018).

            Essa raça apresenta uma altura média observada entre 56 a 57 cm variando nos machos, e 54 a 56 cm podendo atingir as fêmeas, com peso médio de ambos variando entre 36 a 40 kilos. São animais com expectativa média de vida de 10 a 12 anos de idade, podendo haver variações, dependendo do tipo de cuidados que foram oferecidos ao animal. Como é uma raça de aparência geral muito forte, de constituição corporal bem robusta e extremamente ativos, se forem confinados a locais com pouco espaço para desenvolverem atividades como corridas ou natação (já que são uma raça que adoram água) é comum esses animais ficarem obesos, o que torna necessário caminhadas rotineiras e diárias para diminuir o nível de energia elevado (FCI, 2011; Bezerra, 2017). Cada ninhada de labrador pode apresentar geralmente de 6 a 8 filhotes (Potal do Dog, 2020).

            Por contarem com um ótimo faro, essa raça é uma das escolhidas como cão de busca e salvamento. A principal função atribuída a essa raça, devido suas características de inteligência, por serem extremamente sociais com outras pessoas e animais, além do temperamento dócil e paciência elevada é o que a torna como uma das favoritas como cão guia para deficientes visuais que é o mais visto nas ruas. São cães amplamente utilizados em diversos tipos de terapias (Potal do Dog, 2020).

            O maior problema observado para a raça é sem dúvida a displasia Coxo-Femural, podendo apresentar-se também na raça a displasia de cotovelo. A displasia coxo-femural é a doença ortopédica hereditária mais comum nos cães. Ela pode surgir em qualquer raça, mas é mais comum em raças grandes ou gigantes, como em labradores, e principalmente em animais que tem um crescimento muito rápido. Esta doença se caracteriza pela má formação da articulação coxo-femural, ou seja, a inserção do membro traseiro na cintura pélvica. Os primeiros sintomas aparecem principalmente por volta dos 4 aos 7 meses de vida, quando o animal afetado começa a mancar e sentir dor quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Devido à dificuldade para andar, o cão pode não mexer o membro e o músculo pode atrofiar. Um animal que possui displasia coxo-femural pode viver uma vida normal.